Marilia Sousa, Advogado

Marilia Sousa

Piracicaba (SP)

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Christina Morais, Advogado
Christina Morais
Comentário · há 7 anos
Com todo respeito à opinião de meu amigo jusbrasiliense @perciliano , mas eu concordo com a Elane. Meu pai jamais seria tão severo comigo, mas o fato é que a moça teve opção. E ela tem 16 anos de idade, portanto é relativamente capaz para assumir seus atos e as consequências. Quem quiser criticar a severidade do pai, critique. Mas o que eu vejo na prática é que são os jovens sem limites e que nunca sofrem uma punição por seus mal feitos é que se transformam em "monstros". Juridicamente falando, não acho que tenha havido nenhum excesso, justamente por se tratar de uma adolescente já relativamente capaz e que teve opção na escolha da punição. Diferentemente seria se se tratasse de uma criança ou adolescente incapaz. Aí a punição teria que ser mais branda. Quanto ao diálogo, o fato de ter havido uma opção de escolha para a filha, já é mostra suficiente de que houve diálogo. E por fim, a DUDH garante aos pais o direito de educar seus filhos conforme suas próprias convicções morais, religiosas, etc. Nem há que se falar em ferimento à dignidade da pessoa humana. Além disso, o pai que age dessa forma também previne que a família da vítima acione a Justiça por danos morais ou mesmo deem início a uma ação penal pelo crime de injúria grave. O que mais fere as famílias de vítimas de bullying é a conduta dos pais do menor agressor em acobertar o mau caratismo do filho. Uma família que percebe que a própria família do agressor já cuidou da punição, pegará mais leve na reação. O que a agressora fez foi muito grave e sua conduta ilegal ainda foi agravada pelo motivo torpe (reação ao comentário da vítima sobre o ex-namorado). Se ela não é capaz de relevar um comentário de uma ex de coração partido e ainda usar da dor da outra contra ela, no cometimento de um ato antijurídico, o mínimo do mínimo que pais COMPROMETIDOS na educação dos filhos deve fazer, é sim impor uma punição dura (o grau de severidade vai depender de cada um), para ensinar o filho de que na vida cada ato tem uma consequência. Eu, por mim, aplaudiria de pé esse pai. Quem ama cuida e cuidar é isso. Os pais precisam ter coragem de fazer o que tem que ser feito para educar seus filhos. Não fazer com medo de errar é pior ainda. Dá muito menos trabalho passar uma bronca que entrará por um ouvido e sairá pelo outro e fingir que aquilo serve de punição. Isso é omissão. Gravíssimo.
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